4 de out de 2011

9 anos sem Noemi, minha mãe ..




4 de outubro de 2011, nove anos sem minha mãe. Só posso dizer que penso nela com alegria, sempre e para sempre.... Obrigada Deus! Continue cuidando direitinho dela que é o nosso anjo protetor.




Beijo mãezinha, sei que está num lugarzinho especial que Deus reserva às pessoas queridas..


Os 2 textos a seguir foram escritos pela minha tia Erany no dia 05 de outubro de 2002. Guardei com muito carinho e amor. Obrigada tia, te amo grandão. 

 
A CAMINHADA DA FORMIGA!



Lá vai ela em busca de alimentos para sua família; lá vai ela, fraca, sensível, doente, as demonstrando ser forte, sadia e destemida.


Um gigante, ou melhor, uma leoa frente à sua cria.


La vai ela de sacola na mão, cambaleando, caminhando de mercado em mercado em busca de promoção...


Trabalhou, trabalhou e ainda trabalha. Não em busca de seus sonhos, pois estes se perderam na realidade e crueldade da via, na verdade, nem se lemba de quais eram ou para onde foram parar. Foram esquecidos? Foram reprimidos? Foram inviáveis para quem vive mais para os outros do que para si mesma.


É aposentada e as pessoas chegam a dizer "folgada", mas na realidade não desfruta de um dia de folga.


HOJE É CINCO DE OUTUBRO!


O dia amanhece e as formigas saem da toca e vão à busca de alimentos para sua família. O dia não é mais como os outros, está faltando a formiga mais importante do formigueiro.


O sol está embaçado, encoberto, triste, parece chorar. Não terá mais aquela formiga que todos os dias os seus raios aqueciam. Ele está fazendo sua caminhada, apenas para cumprir o seu dever de sol. Ele é o rei, mas chora a falta da "rainha do lar", como era carinhosamente chamada. As outras formigas continuam suas  caminhadas, ela agora, sem sacola na mão, faz uma caminhada muito mais longa. É eterna...


Enquanto o sol e as outras formigas choram, o céu sorri e abre os braços para receber a grande mãe, a grane amiga, a grande companheira...


Deus em sua plenitude e sabedoria sabe o que está fazendo, mas nós, pobres espíritos analfabetos, sofremos e lamentamos sua falta.


Senhor, poderia ter esperado mais um pouco!!!


Sem a grande formiga companheira, os amigos ficaram capengas. Tentam sorrir quando querem chorar; calar quando querem falar; apoiar quando precisam ser apoiados....


Formiga mestra, hoje com sua partida, encerrou-se uma etapa da minha vida. Muitas coisas terão que ser mudadas. Muitos sonhos foram naufragados. Mas uma coisa e certa, jamais mudará a saudade e o que sinto por você, por que este vazio ninguém preencherá. Jamais ... Nem o tempo... Adeus. Sua cunhada Erany. Cuiabá, 5 de outubro de 2002.

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