4 de out de 2011

CRIAR TRABALHO PARA OS OUTROS É IMATURIDADE (Por José Antonio Rosa)

De repente a pessoa percebe que não fez a lição-de-casa adequadamente, que esqueceu de pegar aquela informação crucial para a reunião que fará em 20 minutos. Telefona desesperada para um colega que está muito atarefado e este é obrigado a parar o que está fazendo, para dar um suporte ao imprevidente, pois se não o fizer, a organização fica prejudicada pela imprevidência desse. Se isso ocorrer eventualmente, ok, nada errado – é a vida: todos estamos sujeitos à falha e ajudar quem está numa “saia-justa” é uma obrigação moral e profissional. Porém, se isso ocorre com freqüência, estamos diante de alguém imaturo, dependente, que acha que os outros têm de levá-lo nas costas.

É injusto ficar acobertando o imprevidente, enquanto ele fica sistematicamente atrapalhando a produtividade da equipe. O certo é dar um jeito de enquadrá-lo. Para isso, alguns procedimentos podem ser úteis:

· Primeiro, tenta-se a via da conversa franca e aberta. O imaturo precisa saber que os outros não estão a seu serviço e que ele não tem o direito de comprometer a produtividade da equipe;

· Segundo, numa perspectiva da psicologia comportamental, é necessário criar estímulos negativos para treinar o outro a seguir o caminho correto. Isto é: ele tem de pagar, de algum modo, pela sua conduta inadequada injustificável. Por exemplo, deixá-lo sofrer o suficiente na “saia justa” em que se meteu, mas dar o apoio na Hora H, para não comprometer a empresa.

·  Terceiro, colaborar com ele, na identificação de suas fontes de erro típicas e usar de uma estrutura assertiva para fazê-lo entrar na linha. Por exemplo, ele atrasa porque é desorganizado para preparar-se de manhã? Marque horário para meia hora antes.

O principal é fazer a pessoa compreender que cada um tem de fazer sua parte. 

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